Uma porta, uma janela, ou mesmo apenas uma abertura. Mentes podem criar coisas fantásticas ou terríveis, podem delinear mundos, seres e destinos... Alguns são herois, outros monstros, mas outros são aqueles que criam os herois e os monstros. Escritores tem o poder de dar vida a tudo aquilo que sua mente é capaz de enxergar. Vamos, entrem! E quando se forem... Tenham bons sonhos e aproveitem a estadia! Sinceramente, seu amigo e anfitrião... James L. Flinders
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- Conto: O Conde com olhos Safira
- Conto: Bem Vindo ao Pássaro Azul
- Conto: O Homem que Ri
- Conto: O Corpo do Anjo
- Conto: O Homem que Vendeu o Mundo
- Conto: Nas Águas da Sereia
- Segredos&Noites: I - O Bar das Ovelhas
- Segredos&Noites: II - Laços & Fitas
- Segredos&Noites: III - Flores para o Porco
- Relatos# “New Perrish”: I - Aguaceiro
- Relatos# “New Perrish”: II - Amizade Eterna
- Relatos# “New Perrish”: III - A Felicidade Não se Compra
- Amostra I:Gaslight - A Ultima Página Vermelha
- Amostra II: Gaslight Cap I - Canção do passado
- Amostra III: Gaslight Cap II - Inebriado
- Homenagem: Ω - Irmandade da Adaga Negra
quinta-feira, 24 de março de 2016
Silêncio.
“Você já viajou para o passado Doutor? – ele não disse nada – uma viagem fria, da qual você não quer se lembrar? Da qual você não consegue se lembrar e que vai voltando aos poucos mesmo que não queira? Porque se nunca esteve em um lugar assim, se nunca se perdeu nesse mundo, então não sei se vai entender minha história.”
John Silent tomou Sandra por esposa. Suas vidas passaram por demasiadas turbulências e graças a seu trabalho ele não pode dar a ela a tão sonhada lua-de-mel. Levou três anos para que a oportunidade surgisse. Graças à indicação de seu bom amigo Arthur, John consegue levar sua esposa para uma cabana numa agradável colina ao topo da simpática cidade de New Perrish.
No começo são apenas férias sombreadas com um pequeno toque de mistério envolvendo um dos estranhos moradores da região, nada que pudesse abalar os Silent. Até o momento em que Sandra desenvolve acessos de sonambulismos e John é invadido por pesadelos. O desconforto chega a um ponto em que o mais lógico a fazer é seguir o conselho dado pelo estranho guardador da represa e desaparecer de vez daquele lugar, entretanto a cidade tem outros planos. O casal é impedido de deixar o local por uma serie de pequenas coincidências, mas o que quer que esteja envolvendo a região decide que a brincadeira acabou.
John é separado de sua esposa e jogado ao limite oposto da cidade, onde tudo que irá encontrar são fortes indícios de que deve desaparecer dali e deixar sua amada a própria sorte. A recusa em ouvir os sinais o fará pagar um alto preço com sua própria carne e mente.
A travessia pela cidade, em toda sua deformidade personifica o horror que ele terá de suportar e desafiar a fim de resgatar sua parceira. Tudo indica que ele pode acabar corrompendo seu próprio senso e obrigando-se a fazer coisas que nenhum ser humano deveria sequer imaginar. “Sandra ainda esta viva? Quem esta por trás disso tudo? O que houve nesse lugar? Será que para não acabar como uma das vitimas da carnificina terei eu de ser seu arquiteto? Até onde amo Sandra e até onde estou apenas obcecado pela cidade?”
John já esta a salvo relatando tudo que viveu. Tortura-se imaginando se algum outro poderá acreditar nele, visualizar toda crueldade indistinta daquele período, ou se declarará John Silent apenas um insano? Seja como for Silent pode respirar tranquilo, o que quer que ele tenha passado já esta terminado antes mesmo de começar, e ele esta a salvo.
Não é?
Resumo primário; Livro Silêncio
Por: James Liquid
quinta-feira, 3 de março de 2016
Nascidos dos Monstros III: Lobisomens
Nascidos dos Monstros III: Lobisomens
"Mesmo um homem que é puro de coração, e faz suas preces a noite, pode virar um lobo quando o Acólito florescer e a lua brilhar plena".
Essa frase era utilizada na Idade Média para dar força a palavra "maldição", num tempo em que a igreja era maior do que tudo.
Lobisomem ou licantropo é um ser lendário, com origem na mitologia grega, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer.
Segundo As Metamorfoses de Ovídio, Licaão, o rei da Arcádia, serviu a carne de Árcade a Zeus e este, como castigo, transformou-o em lobo.Uma das personagens mais famosas foi o pugilista arcádio Damarco Parrásio, herói olímpico que assumiu a forma de lobo nove anos após um sacrifício a Zeus Liceu, lenda atestada pelo geógrafo Pausânias.
O Licantropo dos gregos é o mesmo que o Versipélio dos romanos, o Volkodlák dos eslavos, o Werewolf ou Dracopyre dos saxões, o Werwolf dos alemães, o Óboroten dos russos, o Hamtammr dos nórdicos, o Loup-garou dos franceses, o arbac-apuhc da Península Ibérica, o Lobisomem dos brasileiros e da América Central e do Sul, com suas modificações fáceis de Lubiszon, Lobisomem, Lubishome; nas lendas destes povos, trata-se sempre da crença na metamorfose humana em lobo, por um castigo divino.
Maldição
A Maldição do Lobisomem possui características muito expressivas. Uma vez transformado o homem não se lembra mais de que é e matará qualquer um em seu caminho, uma dor aguda e violenta corta seu corpo durante a transformação e a prata lhe causa grande dor, apesar de não ser o único jeito de se matar o lobisomem, que pode ser morto da mesma maneira que qualquer mortal, porem com um grau de dificuldade muito maior pois este pode curar-se rapidamente, sua força é muito superior a de varios homens e seus instintos e sentidos são muito apurador.
Raças
Com o tempo e o avanço das lendas e cultura, o Lobisomem ganhou destaque, desde principal antagonista dos vampiros, a heróis e guardiões protetores, a variar muito de sua raça.
Lobisomem:
Do original é o homem amaldiçoado, cuja mordida dissemina a maldição e a consciência se esvai. Podem apenas se transformar na lua cheia e andam sobre duas ou quatro patas. Wolfsbane, a planta é tão mortal a eles quanto a prata.
Lycan:
Muito parecido com os Lobisomens, contudo com duas diferenças. Podem mudar quando quiserem, não apenas na lua cheia e não perdem a consciência quando mudam.
Metamorfos:
Esse são mais recentes. São guardiões, em geral envolvidos em magia. Servem o bem e são protetores. Assumem a forma de um lobo gigante, nada como as criaturas monstruosas que são os lobisomens e os Lycan. Sua mordida nem sempre é venenosa e a magia passa através da linhagem sanguínea.
Para mais dados sobre as raças recomendo os filmes:
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| O Lobisomem - para o mesmo |
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| Anjos da Noite - para os Lycan |
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| Sob a Luz da Lua - para os metamorfos. |
Chapeuzinho Vermelho
Por: Charles Perrault
Era uma vez uma linda e alegre menina que era amada por todos que a
olhassem, mas, principalmente, por sua avó, e não havia nada que ela
tivesse que não desse para a criança. Certa vez ela deu um pequeno
chapéu de veludo vermelho, o qual ficou tão bem nela, que ela nunca
usava nada diferente, e então passou a ser chamada de "Chapeuzinho
vermelho".
Um dia sua mãe disse, "Venha, Chapeuzinho vermelho, aqui tem um
pedaço de bolo e uma garrafa de vinho. Leve-os para a sua avó, pois ela
está doente e fraca e isto irá fazer bem para ela. Vá antes que fique
muito quente, e quando você estiver indo, caminhe suave e gentilmente e
não saia do caminho ou você poderá cair e quebrar a garrafa, e então sua
avó não receberá nada. E quando entrar no quarto dela, não se esqueça
de dizer Bom dia e não fique espionando por todos os cantos antes de fazer o que pedi."
— Tomarei muito cuidado, disse Chapeuzinho vermelho para sua mãe, e estendeu a sua mão para se despedir.
A avó vivia no meio da floresta, a meia légua de distância da vila, e
assim que Chapeuzinho vermelho entrou na floresta, um lobo topou com
ela. Chapeuzinho vermelho não sabia que ele era uma criatura malvada, e
não tinha nenhum medo dele.
— Bom dia, Chapeuzinho vermelho, disse ele.
— Agradeço gentilmente, lobo.
— Para onde vai tão cedo, Chapeuzinho vermelho?
— Para a casa da minha avó.
— O que você tem no seu avental?
— Bolo e vinho. Ontem foi dia de fornada, então minha avó pobre e doente terá algo bom, para torná-la mais forte.
— Onde vive a sua avó, Chapeuzinho vermelho?
— Um bom quarto de légua além da floresta. A casa dela fica
debaixo de três grandes carvalhos e as castanheiras ficam bem abaixo.
Você certamente sabe onde é, ela respondeu.
O lobo pensou consigo mesmo,
— Que criatura adorável e gentil! que bocado delicioso e
rechonchudo – seria melhor que ela comesse ao invés da velhinha. Preciso
agir com astúcia para pegar as duas. Então ele caminhou durante algum tempo ao lado de Chapeuzinho vermelho, e então disse,
— Veja, Chapeuzinho vermelho, como são belas as flores por aqui,
porque você não dá uma olhada? Eu acho, também, que você não percebeu
como os passarinhos estão cantando tão docemente. Você anda muito
preocupada, como se estivesse indo à escola, ao passo que tudo em sua
volta na floresta é alegria.
Chapeuzinho vermelho ergueu os olhos, e quando viu os raios de sol
dançando ali e acolá entre as árvores e belas flores crescendo por todo o
canto, ela pensou, "Acho que devo levar um ramalhete de flores colhidos
na hora para minha avó, isto irá agradá-la também. Ainda é tão cedo de
dia, que devo chegar lá bem cedo." E então ela correu do caminho para
dentro da floresta para olhar as flores. E sempre que ela pegava uma,
imaginava ter visto outra ainda mais linda à frente e, corria atrás
dela, e ia mais e mais para dentro da floresta.
Enquanto isso o lobo correu diretamente para a casa da vovó e bateu na porta.
— Quem está aí?
— Chapeuzinho vermelho, respondeu o lobo, Ela está trazendo bolo e vinho. Abra a porta.
— Levante o trinco, gritou a avó lá de dentro, Estou muito fraca e não consigo levantar. O
lobo levantou o trinco, a porta se abriu e sem dizer uma só palavra foi
direto para a cama da avó e a devorou. Então ele vestiu as roupas dela,
colocou o capuz dela, deitou na cama e puxou as cortinas.
Chapeuzinho, entretanto, estava correndo e pegando flores, e quando
viu que ela tinha colhido tantas que não conseguia carregar mais,
lembrou-se de sua avó e foi direto para a casa dela.
Ela ficou surpresa ao encontrar a porta da cabana ainda aberta, e
quando ela entrou no quarto, teve um pressentimento tão estranho, e
disse para si mesma, "Oh céus! Como me sinto preocupada hoje e em outras
ocasiões eu gostava tanto de ficar com minha avó." Ela gritou,
—Bom dia, mas não recebeu nenhuma resposta. Então ela se
aproximou da cama e puxou as cortinas. Lá estava sua avó com sua touca
esticada até o rosto e parecendo muito estranha.
— Oh! Vovó, ela disse, que grandes orelhas você tem!
— Para melhor ouvir você, minha criança, foi a resposta.
— Mas, vovó, que olhos grandes você tem! ela disse.
— Para ver você melhor, minha filhinha.
— Mas, avozinha, que mãos grandes você tem!
— Para melhor abraçar você.
— Oh! Mas, avozinha, que terrível bocarra você tem!
— Para melhor comer você!
E mal o lobo disse isto, com um pulo estava fora da cama e engoliu a Chapeuzinho vermelho.
Quando o lobo tinha saciado a sua fome, deitou-se novamente na cama,
adormeceu e começou a roncar muito alto. O caçador estava passando pela
casa naquele momento e pensou consigo mesmo, "Como a velhinha está
roncando! Devo saber se ela precisa de alguma coisa." Então ele entrou
no quarto, e quando veio até a cama, viu que o lobo estava deitado nela.
—Ei que te encontro aqui, seu pecador de uma figa! disse ele. Há muito que tenho te procurado Então,
quando o caçador estava para atirar no lobo, lhe ocorreu que este devia
ter devorado a avozinha, e que ela ainda podia ser salva. Então ele não
atirou, mas pegou um par de tesouras e começou a cortar a barriga do
lobo que estava dormindo. Quando ele tinha feito dois cortes, viu surgir
Chapeuzinho vermelho, e quando fez mais dois cortes, a pequena menina
saiu, gritando:
—Ah, como estou assustada! Como é escuro dentro do lobo e em
seguida a velha avozinha também saiu, porém, mal conseguia respirar.
Chapeuzinho, todavia, trouxe rapidamente duas grandes pedras com o qual
eles encheram o corpo do lobo. Quando ele acordou, quis fugir correndo,
mas as pedras eram tão pesadas que caiu de imediatamente e caiu morto.
Os três ficaram contentes. O caçador tirou a pele do lobo e a levou
para casa, a avozinha comeu o bolo e bebeu o vinho que Chapeuzinho havia
trazido e sentiu-se melhor, mas Chapeuzinho pensou consigo mesma,
"Enquanto eu viver, nunca mais sairei do caminho para correr para dentro
da floresta, quando a minha mãe me proibir de fazer isso."
Dizem também que uma vez quando Chapeuzinho estava novamente levando
bolos para sua velha avozinha, outro lobo falou com ela e tentou tirá-la
do caminho. Todavia, Chapeuzinho vermelho estava cautelosa e foi
diretamente pelo caminho e disse à avó que tinha encontrado o lobo, e
que ele disse — bom dia para ela, todavia com uma maldade tão
grande em seus olhos que se ela não estivesse em uma rua pública ela
tinha certeza que teria sido comida por ele.
— Bem, disse a avozinha, nós vamos fechar a porta para que ele não entre. Pouco tempo depois o lobo bateu na porta e gritou,
— Abra a porta, avozinha, eu sou Chapeuzinho vermelho e estou trazendo alguns bolos. Mas
elas não responderam, nem abriram a porta, então o lobo de barba
cinzenta deu duas ou três voltas ao redor da casa, e por fim saltou no
telhado planejando esperar até que Chapeuzinho fosse para casa a noite
para então segui-la e devorá-la na escuridão. Mas a avozinha adivinhou o
que o lobo estava pensando. Em frente a casa havia uma grande tina de
pedra, então ela disse para a netinha,
—Pegue o balde, Chapeuzinho, eu fiz algumas salsichas ontem, então, leve a água que fervi as salsichas para a tina.
Chapeuzinho levou a água até a grande tina ficar bem cheia. Então o
lobo sentiu o cheiro das salsichas, e ele farejou e deu uma espiada e
esticou tanto o pescoço que não podia mais manter os pés e começou a
escorregar, e escorregou direto do telhado para a grande tina e se
afogou. Porém Chapeuzinho foi alegremente para casa, e nunca mais fez
nada para magoar ninguém.
Espero que tenham aproveitado a estadia em minha cidade mais esta noite, e aguardem para
Nascidos dos Monstros IV: Zumbis.
Atenciosamente, seu amigo...
JL.
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