Titulo: A Felicidade não se Compra
Autor: John Doe
Anfitrião: James L Flinders
Categoria: AdultoAnfitrião: James L Flinders
Arquivo: Relatos "New Perrish" #3
Relatos# “New Perrish”
James L. Flinders
John Doe
John Doe
Especial Natalino
– A Felicidade Não se Compra
Esta nevando forte neste Natal, e mesmo após todos os eventos terríveis que a
cidade teve de engolir na década passada, as pessoas estão se esforçando para
seguir adiante. Toda cidade esta brilhante, com luzes brancas, vermelhas e
verdes, enfeites e árvores de natal espalhadas pelas casas e pelas ruas. Renas
de plásticos, bonecos de neve, mais e mais lojas para se comprar presentes,
chocolate quente e cobertores quentinhos. Meias sobre as lareiras, pratos de
biscoitos e copos de leite a esperar pelo Papai Noel.
Tudo tão bonito, tão mágicos. Crianças a brincar, adultos conversando e
comemorando. O amor e a amizade esta no ar. Uma época feliz para gente tão
atormentada.
Mesmo assim não é o bastante, essa é minha cidade agora e eu preciso ajudá-la a
ser cada vez mais feliz. Para o bem de todos. Ficar apenas observando do topo
dos prédios meus filhos se esforçando sozinhos não esta certo, um pai tem que
ser mais presente.
-
Ah pobre cidade, pobre povo, vocês tem sofrido tanto não é? Meus irmãos foram
tão violentos na esperança de me ferir que acabam ferindo pessoas inocentes.
Mas não se preocupem, pois eu tenho algo preparado só para vocês, que vai
trazer alegria aos seus corações!
***
10:00 am
24 de
Dezembro;
A véspera do Natal, tão importante quanto o mesmo. Mesmo com todo o frio a
cidade estava bem acordada, o momento perfeito para a entrada triunfal da
felicidade. Um Rolls Royce Wraith clássico entrou liderando a “Parada” na
cidade. Seu motorista era um homem sorridente e de idade, acenando e buzinando
em timbre natalino, os carros alegóricos vieram em seguida. Um tipo de desfile
de Natal que chamou a atenção da cidade inteira, logo toda esta estava
assistindo entusiasmada. O primeiro carro parecia uma enorme bolo de
aniversario, com enfeites de morando, bengalas doces branco e vermelhas,
cobertura como o verde dos pinheiros e pequenos bonecos de neve dançando ao som
da musica, que era de fato a única coisa ali que não combinava com o Natal, mas
o que eu podia fazer? Sempre quis dançar e cantar essa musica!
Trust - who do ya?
Trust - what makes U a real lover?
Trust - I put this question to ya
Cuz I want U 2 be with me
Trust - what makes U a real lover?
Trust - I put this question to ya
Cuz I want U 2 be with me
No carro central estava, no topo de uma
escadaria caracterizada como uma árvore de natal, o trono do Papai Noel, neste
eu mesmo dança e sorria, com minha roupa vermelha e meu gorro. Peguei diversos
presentes e atirei ao povo. As mulheres não pareceram gostar muito a principio,
pois no decorrer do carro alegórico, ao invés de sinos e enfeites natalinos
haviam diversas “Mamães Noel”, com corpos estruturais e muito pouco pano para
chamar de roupa, com suas belas pernas e decotes enormes amostra, um movimento
em falto e você poderia ver um leve tecido branco por baixo de seus vestidos
vermelhos, mas a alegria das crianças ao apanhar os presentes e a
empolgação das outras pessoas, homens em geral, elas pareceram relevar e
começar a se divertir. Posso ter sido um pouco cruel nesta realização com elas,
mas ninguém pode agradar todo mundo.
Oh, My Lord!
When I'm on I feel good
Trust (good Lord)
When I'm on I feel good
Trust
When I'm on I feel good
Trust (good Lord)
When I'm on I feel good
Trust
O outro carro alegórico era uma montanha
russa, onde crianças brincavam e ao fundo uma lua gigantesca com um olho esbugalhado
e um doce sorriso. Por ultimo um grande carro de som, tocando a musica.
Who do ya trust if U can't trust God?
Who can U trust - who can ya?
Who do ya trust if U can't trust God?
Who can U trust - who can ya?
Who can U trust - who can ya?
Who do ya trust if U can't trust God?
Who can U trust - who can ya?
Quanto mais eu lançava os presentes mais a cidade vibrava e sorria em sua
felicidade. Nunca me senti tão completo, vendo todo meu povo alegre. Breve eles
estariam em casa com suas famílias, curtindo os presentes que lhes dei ,tomando
uma boa xícara de chocolate quente e preparando-se para uma bela sessão de
filmes a meia noite em homenagem ao Natal. Tenho certeza de que eles ficarão
ainda mais felizes quando virem o restante das surpresas que tenho preparadas
para eles!
***
11:56 pm
24 de
Dezembro;
O Revoltado
Dario Brom Bones.
- Esta porcaria
de nevasca esta me dando nos nervos – engoli a aguardente de uma só vez, mesmo
assim não fez melhorar o frio, até meu bigode estava petrificado – natal,
natal, esse povo não cansa dessa porcaria? Parece até que esqueceram toda a
merda em que essa cidade esta enfiada.
“Baby Tod”, como era conhecido nosso novo barman era tão mudo quanto seu
original. O pai dele foi uma das vidas do inferno que se abateu nessa cidade há
mais de 12 anos, mesmo assim eu não o suportava, se não fosse pela bebida eu nem
pisaria nesse inferno. Talvez eu devesse ir aquele esquisito bar cowboy na
saída da cidade afinal.
Todos nessa porcaria de cidade devem se sentir muito especiais por terem
sobrevivido e agora estão tentando seguir em frente. Uma grande besteira, você nunca
esquece os que ficam para trás daquele jeito, não importa o quanto tentem. Eu
jamais vou esquecer minha pequena Sonia, e todos que conseguirem esquecer os
seus merecem ser apagados.
- E todo
aquele desfile que teve hoje mais cedo? – falou um cara numa mesa no canto,
mesmo querendo não tive como não ouvir - Quem será que bolou tudo aquilo? O
prefeito?
- Aquele
bundão nem pode se considerar um prefeito – respondeu seu amigo – duvido que
seja obra dele.
- Seja lá
quem tenha sido, fez um favor.
“Um monte de baboseira” pensei, e forcei-me a ignorar aquelas vozes irritantes.
Como se uma droga de desfile fosse melhorar qualquer coisa.
A porta do bar abriu junto com um vento gélido e todo o lugar ficou em
silencio. Não foi difícil perceber o porquê quando a vi. Foi uma das garotas
que estava no desfile, vestida de Mamãe Noel. Seu cabelo negro e liso deslizava
pelo minúsculo vestido vermelho, suas coxas brancas e carnudas estavam a
mostra, apesar do frio. Quando ela sentou ao meu lado no balcão pude ver a calcinha
de renda branca que usava. Foi a primeira vez que esqueci minha frustração,
mesmo que por um mero segundo.
***
11:57 pm
24 de
Dezembro;
O vira-lata
de caça
A pequena cantora recusou a sentar-se próxima a mãe, então deixou-a na
varanda a escutar os sonos da comemoração natalina de seu pai coma vizinha, esposa de um pobre coitado que teve
de servir juntos as fuzileiros navais durante as festas.
A garota, creio eu, não sabia
o que deveria ser mais repugnante. Seu pai ser o verme que é, ou sua mão não o
mata-lo durante o sono.
Sendo assim o melhor para ela
era ficar com seu cão, eu, coçando-lhe a barriga, aproveitando a neve que
cobria a cidade de branco, um perfeito contraste com a pele negra da menina.
Não muito depois a porta da
frente se escancarou, assustando a cantora e acabando com a minha folga. O ogro
saiu agarrado a vagabunda. Aquela monte de banha careca estava cheirando ainda
pior do que de costume. Ele acertou a bunda da mulher com força. Não entendo
porque ela não o morder em resposta. Humanos são muito estranhos.
- Feliz Natal vizinha - disse a estranha ao passar pela dona da casa,
que fez muito esforço para ignora-la pelo que percebi.
- Já posso entrar querido? Temos que terminar a ceia e o especial de
natal...
- E quem diabos quer assistir a porcaria de um filme velho com você?
Não se enxerga infeliz? - cuspiu ele na cara dela, que pareceu se assustar um
bocado, pensei em me levantar, mas de que adiantaria? - E você ai sua vadia? -
falou com minha menina - Venha logo para dentro. A puta daquela corno não
consegue satisfazer um homem, deve ser por isso que o marido dela só vive
viajando.
- Querido por favor, hoje é natal!
- Cala a boca mulher que meu assunto agora é com a fedelha que você diz
que é minha. Ao menos você soube fazer uma bela potranca.
A garota queria mata-lo, eu
podia sentir o seu ódio. Mas ela nunca o faria, isso eu também sabia. Faltava
algo nela, e ninguém mais o faria em seu lugar. Provavelmente nem eu, afinal
como ela me daria o que eu queria se não precisasse mais de mim para se
consolar?
A contragosto ela foi até ele,
que a pegou pelo braço, bateu-lhe na bunda exatamente como fizera a pouco com a
outra e a jogou casa adentro, já abrindo o zíper enquanto entrava. A mãe dela
jogou-se aos prantos. Um atitude sem sentido a essa altura.
Estava ficando bem mais frio e
ninguém além de mim pareceu perceber que estavam concentrados nas coisas
erradas. O choro da minha cantora, os urros de prazer do ogro, ou os prantos da
mulher, nada disso era o que todos deveriam estar prestando atenção agora, nada
disso significava nada quando o frio chegou. Caminhei até a portinhola, na
saída do jardim, e parei para dar toda
atenção a única coisa que realmente merecia. A silhueta da mulher era formosa,
sombras a cobriam enquanto ficava completamente imóvel no meio da rua, mas eu
podia ver parte de suas roupas, vermelhas e brancas, sua pele azul e trincada
como porcelana, olhos de um azul tão intenso que brilhavam no escuro, e um
cheiro poderoso de terra de sepultura e pão de mel.
***
11:58 pm
24 de
Dezembro;
A Suave
Família Clover.
O cheiro vindo da cozinha estava fabuloso, nada de se estranhar vindo de
Melissa, mas desta vez estava superior. Dentro todos nós ela era a que mais estava
se esforçando para que este fosse um dia perfeito. A dor do que aconteceu no
passado a consumiu por tempo demais. Nossos filhos de nada sabem, eu consegui
seguir em frente, mas para ela foi muito difícil.
Em profunda depressão minha esposa foi capaz de me amar e ter dois filhos
lindos, cuidar deles e de mim. Agora esta fazendo uma ceia de natal impecável.
Pela primeira vez em 12 anos as coisas parecem estar melhorando.
- Ah eu não
acredito! – gritou ela da cozinha.
Saltei da poltrona na mesma hora e corri até ela.
- O que
houve?
- Richard,
seus filhos enfiaram a mão na massa do bolo.
- É verdade?
E como ele esta? Gostoso é?
- Richard! –
ela cruzou os braços, sem saber se sorria ou se ficava irrita.
- Ah quero
dizer, foi muito errado o que fizeram crianças, foi muito errado mesmo.
Katie e Scott tinham 2 anos de diferença apenas, mas pareciam gêmeos,
especialmente na arte de aprontar com os pais e os professores. O natal deve
ter feito muita fala para eles, não tenho sombra de duvida.
Hoje, contudo, quando os carros alegóricos começaram a distribuir presentes,
meus filhos jogaram-se na neve para pegar os seus, e olhe e recolheram muitos.
Melissa pareceu chocada de inicio e depois chorou enquanto ria vendo toda a
confusão e a alegria da cidade. Senti vontade de me ajoelhar e agradecer a que
quer que tenha feito isso por nós. Esta cidade estava precisando do natal, da
esperança. Esta cidade precisa de um guardião, e aprece que Deus nos mandou um.
Eu por outro lado admito não ter prestado muita atenção a nada que não fosse
nas Mamães Noéis.
Sentamos todos a mesa, aproveitando o calor morno da comida recém preparada, o
brilho das luzes e dos enfeites de natal, a bela árvore e sua estrela radiante,
os embrulhos coloridos, as meias penduradas a janela, pois lareira nós não
temos, doces e guloseimas, obviamente que para depois do jantar.
Não consigo nem traduzira leveza das conversas que estávamos tendo. Katie
contou como uma coleguinha na escola havia puxado seus cabelos e ela pulou em
cima da menina, agora sei o porquê de Melissa ter sido chamada na escola. Scott
vencera todos os colegas num joguinho de cartas que estava ficando muito
popular, não faço nem ideia do nome do jogo. Minha mulher foi cortejada, por
assim dizer, por um bando de adolescentes no supermercado, ela diz ter achado o
cumulo, mas tenho a impressão de que aquilo inflou seu ego, e depois de todo
esse tempo para baixo, eu não tenho nem do que reclamar. Já minha vida estava
no mesmo tédio de sempre, fiquei satisfeito só em ouvir e aproveitar esta
noite.
- Podemos
comer os doces agora? – pediu Scott.
Melissa e eu trocamos olhares e sorriso.
- Tudo bem,
mas deixem os biscoitos e o leite do Papai Noel em paz ok? – falei.
E lá se foram minhas crias. Melissa foi lavar a louça, enquanto eu fui
atrapalhá-la. Peguei pela cintura, colei nossos corpos e mordisquei seu
pescoço.
- Larga isso
ai amor, fazemos isso outra hora, agora vamos para sala, ver os presentes que
nossos filhos pegaram no desfile, tomar uma xícara de chocolate quente e
assiste ao filme especial de natal anual “A Felicidade Não se Compra”, como
toda boa família de classe média deve fazer.
Ela sorriu e assentiu com a cabeça.
Sentamos no sofá e relaxamos enquanto as crianças caçavam os presente sob a
árvore, já era quase meia noite afinal, uns minutos a mais ou a menos não iria
fazer diferença. Eles atiraram um embrulho para mim e outro para a mãe.
- Esses são
para nós? – Melissa pareceu satisfeita com a afirmativa deles – Muito bem
então.
Katie ganhou uma roupinha de Mamãe Noel.
- Olha só
mãe, é igualzinha a das moças do desfile.
- Realmente,
tão curta quanto – Melissa comentou e eu quase cai na gargalhada.
- Ela coloca
um short e tudo certo.
- Nada,
quero ficar atraente – disse Katie, ai sim eu cai no riso.
- Claro
querida, claro. O que você ganhou Scott? – perguntei.
- Não sei.
Era um pequeno boneco de neve com um assento, um buraco na cabeça e a boca
fazendo um bico aberto e uma pequena manivela ao fundo e uma entrada para
bateria na parte de baixo, era relativamente pesado. Pegue o presente dele e
olhei com atenção.
- Acho que
sei o que é – levantei e fui até a cozinha, enchi o brinquedo com água pela
cabeça, voltei à sala, coloquei a fonte de energia e comecei a girar a
manivela, não demorou muito e o boneco começou a expelir pela boca flocos de
gelo.
- Uau! –
disseram Katie e Scott juntos – Uma maquina de fazer nevar!
- De certo
modo é bem por ai, foi um belo achado filho, você tem sorte – devolvi para ele
brincar.
- Que tal os
nossos amor? – Melissa já estava rasgando o embrulho dela.
- Ah sim,
claro.
Ela tirou um globo de neve da “Terra do Natal”. Havia no centro do globo uma
bela cidade, com uma montanha russa, uma roda gigante, uma grande árvore no
centro, e uma lua com uma face, um olho e um largo sorriso. De inicio parecia
meio assustador, mas ao pressionar o botão ao fundo a neve começava a subir e
uma suave musica começava a tocar. Na placa a frente do globo não havia dizeres
como “Feliz Natal” ou “Terra do Natal” e sim “NOS4A2”. Perguntei-me o que
deveria significar.
- Incomum
esse não é? Mas adorei a música – Melissa colocou o globo na pequena mesa de
apoio ao lado. Agora faltava apenas o meu.
- Um
Quebra-Nozes, legal. Eu tive um quando criança – o famoso soldado inglês da
rainha com boca e dentes avantajados que pressionavam e quebravam as nozes para
nós saborearmos.
Por algum tempo me perdi em lembranças bem antigas.
- Querido?
- Sim?
- Já esta na
hora do filme não?
- Ah sim,
verdade. Crianças sentem ai embaixo. Hora do filmes em família.
***
11:59 pm
24 de
Dezembro;
Sem Sinal
“Sem
Sinal”
***
00:00 am
25 de
Dezembro;
A Felicidade
Não se Compra
-“A
Felicidade não se Compra” não será exibida esse ano, invés disso vocês terão
seu anfitrião aqui. Saudações New Perrish e Feliz Natal! Eu espero que todos
estejam assistindo, meus amados cidadãos, pois este dia é de vocês. Meu nome é
James Flinders e apesar se não ter nascido nesta cidade considero-me um membro
desta família e como operador chefe deste natal eu tenho uma grande surpresa
natalina para os moradores deste paraíso. Imagino que o desfile os tenha
agradado, e garanto que os presentes que ganharam lhe trarão muita felicidade.
Entretanto nem de longe este fora o presente que planei. Estou aqui esta noite
para lhes dar muita mais do que já tiveram até hoje, meu presente para esta
cidade é a “salvação”. Exatamente isso que ouviram. Desgraças demais
aconteceram aqui e nos marcaram profundamente, e para garantir que isso não
aconteça novamente eu cheguei a uma solução infalível. Vou matar cada pessoa
nesta cidade. Todos vocês serão parte de minha coleção, seus corpos serão
inúteis para vocês e suas almas finalmente terão paz. Brilhante não é? Afinal
não podem sofrer se morrerem. Não se assustem meus filhos, tenho certeza de que
logo entenderão e se uniram a mim ao sol...
***
00:01 am
25 de
Dezembro;
O “Silencioso” Dario Brom Bones.
Tenho
certeza de que o nobre Dario ficou muito surpreso no momento que sua calorosa
“relação” com uma de minhas garotas do desfile se tornou um pouco mais fria. O
movimento frenético teve que para bruscamente, até consigo entender o susto
quando a mulher tornou-se minha preciosa boneca de gelo, mais ainda quando suas
unhas cravam fundo na pele de seu rosto e retiraram sua face para minha
coleção. Dario não sentiu mais dor após isso, nem sentiu seu corpo ser
arrastado, ou mesmo sentiu mais saudades ou culpa pelo passado, ele já não
podia sentir mais nada, estava em paz. Que maravilhoso para ele.
***
00:02 am
25 de
Dezembro;
O “Demônio” de caça.
Eu cheguei a gargalhar quando
minha boneca me contou sobre a cantora de pele escura e seu fiel vira-lata. O
pobre cão acabou se assustando com a presenta da minha criança, em seu
desespero invadiu a casa de seus donos, rasgou a garganta do chefe da casa e
tentou arrastar a menina para longe. Pobre bichinho, é difícil para eles
reconhecer uma grande benção quando ela chega, mas não foi culpa dele. No fim
ele não teve que se preocupar com nada, pois resgatamos o corpo do homem e
trouxemos a menina para seu descanso tranquilo. Para provar que sou justo, até
deixamos o cão ficar junto com ela no final, ele merecia. O único problema foi
a mulher. Não havia nada nela que valesse a pena guardar. Ao menos minha filha
não ficou com fome.
***
00:03 am
25 de
Dezembro;
A “Eterna” família Clover.
Este foi sem duvida o final
mais bonito. O patriarca da família
ficou tão grato a mim pelo bem que fiz a sua família com o desfile que
organizei que resolvi ir visita-lo.
Bati na porta, e de abuso
acabei entrado, não estava trancada.
-
Senhor Richard? Senhora Melissa? Estão em casa? - caminhei
até a sala de jantar, eles estavam lá, todos sentados a mesa - Perdoem-me por entrar sem ser convidado, mas queria conhece-los
tanto quanto queriam me conhecer - tentei falar mais, mas
acabei me emocionado - Lamento por essas lágrimas, mas é que não se vê isso hoje em dia, uma família inteira, unida, a
mesa, e ainda por cima aproveitando os presentes que ganharam. Só acho que
exageraram um com o boné que faz gelo, ele acabou congelando a casa toda. Mas
não tem problema, eu os ajudarei a limpar, não me importo - toquei
no braço da Senhora Melissa, mas ele acabou se espatifando - Nossa, desculpe-me, tenho certeza de que posso consertar isso. Bem,
se não se importam pretendo jantar com vocês tudo bem? - sentei-me
na cabeceira da mesa - A propósito Senhor
Richard? Não tem de que!


Esse foi bem interessante! *-*
ResponderExcluirEsse foi um relato pessoal meu. Eu amo esta cidade, amo seus moradores, que para mim são como filhos.
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