terça-feira, 11 de agosto de 2015

Classicos & Lendas VI: O Retrato de Dorian Grey


   Imagine ser eterno, poder levar a vida de todas as maneiras que desejar, jamais envelhecer, adoecer, morrer! E ao invés de você é sua pintura que sofre as consequências? Parece fabuloso não? E o preço por toda essa liberdade? Apenas a sua alma. A única regra? Proteger a pintura.

   Por ultimo, mas não menos importante. Os Clássicos & Lendas da Literatura encerra com "O Retrato de Dorian Grey".

   O Retrato de Dorian Gray  é um romance filosófico do escritor e dramaturgo Oscar Wilde. Publicado pela primeira vez como uma história periódica em julho de 1890 na revista mensal Lippincott's Monthly Magazine, os editores temiam que a história fosse indecente, e sem o conhecimento de Wilde, suprimiram cinco centenas de palavras antes da publicação. Apesar da censura, O Retrato de Dorian Gray ofendeu a sensibilidade moral dos críticos literários britânicos, alguns dos quais disseram que Oscar Wilde merecia ser acusado de violar as leis que protegiam a moralidade pública. Em resposta, Wilde defendeu agressivamente seu romance e arte em correspondência com a imprensa britânica.
 O único romance escrito por Wilde, O Retrato de Dorian Gray existe em duas versões, a edição de revista de 1890 e a edição do livro de 1891 transformada em romance e sem a censura da revista.

   Lorde Henry Wotton, um homem opinativo, observa o sensível artista Basil Hallward pintar o retrato de Dorian Gray, seu anfitrião, e lindo jovem que é a musa final de Basil. Depois de ouvir a visão de mundo hedonista de Lorde Henry, Dorian começa a pensar que a beleza é o único aspecto da vida que vale a pena seguir, e deseja que o retrato de Basil envelheça em seu lugar.

   Dorian explora plenamente a sua sensualidade. Ele descobre a atriz Sibyl Vane, que atua em peças de teatro de Shakespeare em um sombrio teatro da classe trabalhadora. Dorian se aproxima e a corteja, e logo propõe casamento. A apaixonada Sibyl o chama de "Príncipe Encantado", e desmaia com a felicidade de ser amada, mas seu irmão protetor, James, um marinheiro, adverte que, se seu "Príncipe Encantado" magoá-la, ele vai matar Dorian Gray.

   Dorian convida Basil e Lorde Henry para ver Sibyl atuar em Romeu e Julieta. Sibyl, cujo o único conhecimento do amor foi através do amor ao teatro, renuncia a sua carreira de atriz para experimentar o amor verdadeiro com Dorian Gray. Desanimado por ela ter abandonado o palco, Dorian rejeita Sibyl, dizendo-lhe que atuar era a sua beleza; sem isso, ela já não era interessante. Ao voltar para casa, Dorian percebe que o retrato foi alterado; seu desejo realizado, e o homem do retrato carrega um sorriso sutil de crueldade.

   Lorde Henry informa que Sibyl se matou por engolir ácido cianídrico. Dorian então, entende que, a partir daí, sua vida dirigida pela luxúria e boa aparência seria suficiente. Nos dezoito anos seguintes, as experiências de Dorian, com todos os seus vícios, são influenciados por um romance francês moralmente venenoso. 



   Basil vai à casa de Dorian lhe perguntar sobre os rumores de seu sensualismo auto-indulgente. Dorian não nega sua devassidão, e leva Basil a um quarto fechado para ver o retrato, que havia se tornado hediondo pela corrupção de Dorian. Na raiva, Dorian culpa seu destino sobre Basil, e o apunhala até morrer. Dorian depois calmamente chantageia um velho amigo, o químico Alan Campbell, para destruir o corpo de Basil Hallward em ácido nítrico.

   Para escapar da culpa de seu crime, Dorian vai para um antigo antro de ópio, onde James Vane está inconscientemente presente. Ao ouvir alguém se referir a Dorian como "Príncipe Encantado", James o procura e tenta atirar em Dorian. Em seu confronto, Dorian engana James ao fazê-lo acreditar que é muito jovem para ter conhecido Sibyl, que se suicidou dezoito anos atrás, já que seu rosto ainda é o de um jovem. James cede e libera Dorian, mas depois é abordado por uma mulher do antro de ópio que reprova James por não matar Dorian. Ela confirma que o homem era Dorian Gray e explica que ele não envelheceu em dezoito anos; compreendendo demasiado tarde, James corre atrás de Dorian, que se foi.   

   Ao retornar a Londres, Dorian diz para Lorde Henry que irá ser bom a partir de então; sua nova probidade começa com não partir o coração da ingênua Hetty Merton, o seu interesse romântico atual. Dorian se pergunta se sua bondade recém-descoberta teria revertido a sua corrupção no retrato, mas ele só vê uma imagem mais feia de si mesmo. A partir daí, Dorian entende que seus verdadeiros motivos para o auto-sacrifício de reforma moral foram provocados pela vaidade e a curiosidade pela busca de novas experiências.

   Decidindo que só a completa confissão iria absolvê-lo de delitos, Dorian decide destruir o último vestígio de sua consciência. Enfurecido, Dorian pega a faca com que ele assassinou Basil Hallward e apunhala o retrato. Os servos da casa acordam ao ouvir um grito do quarto fechado; na rua, os transeuntes também ouvem o grito e chamam a polícia. Ao entrarem na sala trancada, os servos encontram um velho desconhecido, esfaqueado no coração, seu rosto e figura estão secas e decrépitas. Os servos identificam o cadáver desfigurado pelos anéis nos dedos que pertencem ao seu mestre; ao lado deles está o retrato de Dorian Gray, que regressou à sua beleza original.


   Na mídia a versão de maior sucesso é o filme de mesmo nome, O Retrato de Dorian Grey, produzido em 2009 e lançado em 2011, que sem duvida deve ser assistida.

   Não é dificil notar o poder que essa história exerce, mesmo não sendo expressamente um livro de terror. A corrupção, o escárnio e a selvageria da sociedade e de um homem, bom ao ponto de amar e cruel ao ponto de matar.

   Um maravilhoso romance que cria um rachadura na realidade com o horror que poucos livros conseguem fazer, tudo de uma maneira leve e sutil.

   Em reverência a tal prodigio literario e a vocês, meus hospedes, deixo o livro "O Retrato de Dorian Grey" para download:

   Não conseguiu baixar? envie um email para jamesliquid23@gmail.com e ficarei feliz em lhe encaminhar uma cópia.

   Despeço-me esta noite e espero que tenham apreciado a estadia




Atenciosamente, seu amigo...


JL


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